As sutilezas dormem nos ouvidos dos parvos

Friday, January 05, 2007




Quero fazer um poema com psicofármacos.
Sempre quis fazer, desinventar.
‘As mulheres’ é no plural, individualismo é no singular,
Tem de ser.
“Desenlouquecer” é coisa inata, lírica, de fêmea.
O instinto é mais profundo que o intelecto.
É óbvio.
Às vezes digo coisas óbvias.

Estar aqui é como voltar pra casa.
Quero fazer poemas como quem conversa com os amigos.

...

Quem me inspira o vórtice
Compartilha comigo “estados de realidade não-comum”.
Sei acessar essas regiões como quem abre um e-mail.
Faz parte do meu processo criativo.
...

É como fazer upload da cabeça.
...

Ali um peixe pode ser pode ser apenas um portal
E uma espera inútil moldar canções alegres.
Rio de mim, rio de tudo. Por que não riria?

Tenho certezas meio absurdas.
Mas ai de quem não as tem.
Devo chorar? Não tenho mais vontade,
Minhas lágrimas secaram.
Quando a chuva me levou adiante de mim
Avistei algo como a sombra de um deus.
E ele me parecia perdido.
Disse-lhe que o tempo dos deuses já havia passado
Mas que não me importaria em andarmos juntos por aí.
Assim quem sabe lhe daria algumas dicas
Sobre o atual estado de coisas.
Quem sabe até ler um jornal.
...
Vi centáuricos robôs semelhantes ao titã
Nos meus devaneios de amanhecer à tarde.
Folgo em dizer que eram criações da mente inconsciente, Nem por isso menos titânicos ou centáuricos.

Um robô tantrico, uma máquina de assoviar granizo,
Umas centenas de estrelas anãs, que me prometeram
O elixir da longa vida
Se me comportasse como profeta.



Beber minha cerveja está fora de questão.

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